Mozambique: Humanitarian Snapshot, as of May 2026 [EN/PT]

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Country: Mozambique
Source: UN Office for the Coordination of Humanitarian Affairs

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Please refer to the attached Infographic.

Situation Overview

Mozambique continued to face multiple and overlapping humanitarian challenges in May 2026, driven by conflict, climatic shocks, disease outbreaks. The combination of recent floods, cyclone impacts, and forecasts of a strong El Niño event has heightened concerns over the country’s humanitarian outlook for the remainder of the year.
More than 16,000 people displaced by escalating violence in Cabo Delgado in the month of May due to attacks or fear of attacks by non-State armed groups (NSAGs) across Ancuabe, Chiure, Namuno, Metuge, Mocímboa da Praia, and Montepuez districts. Nearly all displaced families (97%) have fled multiple times, highlighting the protracted nature of the crisis.
Humanitarian needs continue to outpace available resources and exacerbating protection concerns. As violence escalated, populations faced heightened risks of family separation, gender-based violence, loss of civil documentation, and prolonged displacement. Women, children, older persons, and other vulnerable groups were particularly affected by uncertainty and deteriorating living conditions. Insecurity continued to disrupt humanitarian operations. Intermittent attacks and security incidents along key transport corridors, have periodically suspended movements and disrupted the delivery of humanitarian assistance.
The economic consequences of recent natural disasters remain substantial. According to the Ministry of Finance, floods, cyclones, and severe weather events affecting the country since the beginning of the year caused economic losses and reconstruction needs estimated at US$48.6 million. More than 1.07 million people were affected, while over 210,000 homes were damaged or destroyed. The disasters have disrupted livelihoods, transportation networks, and essential services, increasing fiscal pressures and recovery needs.
The effects of severe flooding that affected large parts of the country since December 2025 continued to be felt across several sectors. Nationwide, more than 518,000 hectares of cultivated land were affected, including 312,000 hectares destroyed, with the most severe impacts recorded in Gaza, Maputo, and Sofala provinces where crop losses
exceeded 50 per cent in some areas. Flooding also resulted in the death of more than 531,000 livestock.
The humanitarian community is closely monitoring forecasts issued by the National Institute of Meteorology (INAM), which indicate a high probability of a strong El Niño event during the 2026–2027 rainy season.
The phenomenon is expected to bring below-average rainfall and above-normal temperatures to southern and central Mozambique, while increasing the likelihood of above-average rainfall in northern provinces. These forecasts raise concerns over potential droughts, floods, and additional pressure on vulnerable communities. Public health concerns also remained prominent. The Government announced that Mozambique will receive approximately 6.8 million doses of oral cholera vaccines as part of the National Plan for the Elimination of Cholera (2025–2030). Since September 2025, the country has recorded more than 9,000 cholera cases and over 80 deaths, with Nampula, Tete, and Cabo Delgado provinces reporting the highest caseloads. The approval of a cholera Anticipatory Action framework by the Emergency Relief Coordinator represents an important step toward strengthening preparedness and early response. In coordination with the Government of Mozambique, humanitarian partners have established anticipatory action protocols for cyclones and cholera to enable early preparedness and response measures.
A significant increase in humanitarian funding was recorded during the first quarter of 2026, with US$145 million secured under the Humanitarian Needs and Response Plan (HNRP) by the end of May, representing 27 per cent of total requirements. Pooled funding mechanisms accounted for the majority of contributions, providing US$102.8 million, including the Mozambique Humanitarian Fund ($88.3 million) and the Central Emergency Response Fund $ 14.5 million.

Visão geral da situação

Moçambique continuou a enfrentar múltiplos desafios humanitários simultâneos ao longo de maio de 2026, impulsionados pelo conflito armado, choques climáticos, surtos de doenças. A combinação das recentes cheias,
dos impactos dos ciclones e das previsões de um forte fenómeno El Niño aumentou as preocupações relativamente à evolução da situação humanitária no país durante o restante período do ano.
Mais de 16.000 pessoas foram deslocadas em Cabo Delgado durante o mês de maio devido à intensificação da violência associada a ataques ou ao receio de ataques por parte de grupos armados não estatais (GANE) nos distritos de Ancuabe, Chiúre, Namuno, Metuge, Mocímboa da Praia e Montepuez. Quase todos os agregados familiares deslocados (97%) foram forçados a deslocar-se mais de uma vez, evidenciando a natureza prolongada da crise.
As necessidades humanitárias continuam a exceder os recursos disponíveis, agravando as preocupações em matéria de proteção. À medida que a violência se intensificou, as populações afetadas enfrentaram riscos acrescidos de
separação familiar, violência baseada no género (VBG), perda de documentação civil e deslocamentos prolongados. Mulheres, crianças, pessoas idosas e outros grupos vulneráveis foram particularmente afetados
pela incerteza e pela deterioração das condições de vida. A insegurança continuou igualmente a afetar as operações humanitárias. Ataques esporádicos e incidentes de segurança ao longo dos principais corredores rodoviários provocaram, periodicamente, a suspensão de movimentos e interrupções na prestação de assistência humanitária.
As consequências económicas dos recentes desastres naturais continuam a ser significativas. De acordo com o Ministério da Economia e Finanças, as cheias, ciclones e outros eventos meteorológicos severos que afetaram o país
desde o início do ano causaram perdas económicas e necessidades de reconstrução estimadas em cerca de 48,6 milhões de dólares norte-americanos. Mais de 1,07 milhão de pessoas foram afetadas e mais de 210.000 habitações sofreram danos ou foram destruídas. Os desastres comprometeram meios de subsistência, redes de transporte e serviços essenciais, aumentando a pressão fiscal e as necessidades de recuperação.
Os efeitos das cheias severas que afetaram grande parte do país desde dezembro de 2025 continuaram a fazer-se sentir em vários setores. A nível nacional, mais de 518.000 hectares de terras cultivadas foram afetados, dos quais cerca de 312.000 hectares foram destruídos. Os impactos mais severos foram registados nas províncias de Gaza, Maputo e Sofala, onde as perdas de produção agrícola ultrapassaram 50 por cento em algumas áreas. As cheias
provocaram igualmente a morte de mais de 531.000 animais de criação.
A comunidade humanitária continua a acompanhar de perto as previsões emitidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que indicam uma elevada probabilidade de ocorrência de um fenómeno El Niño de forte
intensidade durante a época chuvosa 2026–2027. Prevê-se que este fenómeno provoque precipitação abaixo da média e temperaturas acima do normal no sul e centro do país, ao mesmo tempo que aumenta a probabilidade
de precipitação acima da média nas províncias do norte. Estas previsões suscitam preocupações quanto à possibilidade de secas, cheias e ao agravamento da pressão sobre as comunidades mais vulneráveis.
As preocupações de saúde pública mantiveram-se igualmente elevadas. O Governo anunciou que Moçambique receberá aproximadamente 6,8 milhões de doses de vacina oral contra a cólera no âmbito do Plano Nacional de
Eliminação da Cólera (2025–2030). Desde setembro de 2025, o país registou mais de 9.000 casos de cólera e mais de 80 óbitos, sendo as províncias de Nampula, Tete e Cabo Delgado as mais afetadas. A aprovação de um quadro
de Ação Antecipada para a cólera pelo Coordenador do Socorro de Emergência das Nações Unidas constitui um passo importante para o reforço da preparação e da resposta previa. Em coordenação com o Governo de
Moçambique, os parceiros humanitários estabeleceram protocolos de ação antecipada para ciclones e cólera, visando permitir medidas de preparação e resposta atempadas.
Registou-se um aumento significativo do financiamento humanitário durante o primeiro trimestre de 2026. Até ao final de maio, foram mobilizados 145 milhões de dólares norte-americanos no âmbito do Plano de Necessidades
Humanitárias e Resposta (HNRP), correspondendo a 27 por cento das necessidades totais identificadas. Os mecanismos de financiamento coletivo representaram a maior parte das contribuições, totalizando 102,8 milhões de
dólares, incluindo 88,3 milhões de dólares provenientes do Fundo Humanitário de Moçambique e 14,5 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF).

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